Carlos Valentim, Estudante de Direito
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Carlos Valentim

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Carlos Valentim, Estudante de Direito
Carlos Valentim
Comentário · há 3 anos
Areno, concordo absolutamente com os seus argumentos e me lembrei de uma caso, ocorrido em 2011, de um menor que assasinou outro menor durante um assalto a uma locadora de vídeo. O menor assassinado estava trabalhando, não esboçou qualquer reação, conforme ficou registrado nas câmeras de video que documentaram a cena, mas mesmo assim foi friamente assassinado. A polícia agiu rápida e prontamente e apreendeu o menor que foi encaminhado para cumprir uma medida sócio-educativa através de internação um estabecimento educanional, tudo de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente aprovado pela Lei 8.069/90. Algum tempo depois, aquele menor foi transferido para uma outra unidade educacional no interior do Estado, o que levou sua Mãe protestar publicamente em um tele jornal contra a transferência, alegando que ela teria dificuldades de visitar seu filho. Diante desta atitute, a Mãe que teve o filho assassinado por este menor, enviou para a Mãe dele a seguinte carta:

“De mãe para mãe
Direitos Humanos para todos
Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra FEBEM no interior do estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, entre outros.
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.
Quero com ele fazer coro.
Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando estiver você abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o túmulo do meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, viu? que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da FEBEM.
No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas 'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar os 'meus direitos'!
Direitos Humanos são para Humanos Direitos?”

Infelizmente, nessa hora, nenhum defensor daquilo que eles entendem como "direitos humanos" apareceu para tomar alguma atitude que pudesse aliviar a dor daquela Mãe, talvez eles estivessem muito ocupados em defender aquele que lhe causou toda a dor.

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